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Bastidores

Tarifa zero no transporte público de Goiânia é discutida em audiência na Alego

O deputado estadual Mauro Rubem (PT) realizou, na manhã da última quinta-feira (14), uma audiência pública para debater a implantação da chamada “tarifa zero” no transporte coletivo de Goiânia e da Região...

O deputado estadual Mauro Rubem (PT) realizou, na manhã da última quinta-feira (14), uma audiência pública para debater a implantação da chamada “tarifa zero” no transporte coletivo de Goiânia e da Região Metropolitana. O encontro aconteceu no Auditório Francisco Gedda, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, e reuniu especialistas, representantes do transporte público, integrantes da Defensoria Pública e parlamentares. A proposta discutida durante a audiência busca ampliar o acesso ao transporte coletivo gratuito como política de inclusão social, redução de desigualdades e melhoria da qualidade de vida da população. Além de Mauro Rubem, participaram da mesa o deputado federal Rubens Otoni (PT), o engenheiro civil e mestre em Transportes pela Universidade de Brasília, Higor Guerra, a professora da Universidade Federal de Goiás, Erika Kneib, e o defensor público Tairo Batista Esperança. Estudo aponta impacto econômico positivo Durante a audiência, Higor Guerra apresentou um estudo técnico sobre a viabilidade econômica da tarifa zero. Segundo ele, a gratuidade no transporte coletivo pode funcionar como mecanismo indireto de transferência de renda ao aliviar os gastos das famílias trabalhadoras. “A tarifa pesa principalmente no bolso de quem mais depende do transporte coletivo. Quando esse custo é eliminado, amplia-se o acesso ao trabalho e às oportunidades”, afirmou. O especialista também defendeu novos modelos de financiamento para o setor e ressaltou que o transporte público deve ser tratado como instrumento de cidadania. Debate inclui planejamento urbano A professora Erika Kneib destacou que os benefícios sociais da gratuidade já são reconhecidos, mas alertou para a necessidade de discutir o crescimento urbano e a dispersão territorial. Segundo ela, muitos trabalhadores passam até cinco horas por dia no transporte coletivo devido à distância entre moradia e trabalho. “Se não houver atenção para a dispersão territorial, esse custo pode anular os benefícios da gratuidade”, afirmou. Representando a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo, Domingos Sávio Afonso defendeu que a discussão sobre tarifa zero precisa estar acompanhada de melhorias na infraestrutura do sistema. “Se você implanta tarifa zero, mas não oferece infraestrutura adequada, as pessoas não vão aderir”, disse. Defensoria destaca impacto social O defensor público Tiago Gregório Fernandes classificou a tarifa zero como uma política essencial para garantir mobilidade e dignidade às populações mais vulneráveis. Ele citou dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência, estudantes e mães atípicas. “Precisamos de uma política tarifária que olhe para as camadas mais vulneráveis”, afirmou. Tema já chegou ao governo federal O deputado federal Rubens Otoni afirmou que o debate sobre universalização do transporte coletivo vive um momento decisivo no país. Segundo ele, o tema já foi levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria solicitado ao Ministério da Fazenda estudos sobre a viabilidade da tarifa zero. “O presidente demonstrou abertura para o diálogo”, disse Otoni. Ao encerrar a audiência, Mauro Rubem defendeu que o debate seja ampliado para outras cidades goianas. “Temos que trabalhar para que a população tenha mais qualidade no deslocamento e menos tempo perdido no transporte”, afirmou. O post Tarifa zero no transporte público de Goiânia é discutida em audiência na Alego foi publicado primeiro em Diário de Goiás.

Fonte: Diário de Goiás

Marielle SouzaJornalista