Servidores estaduais da Educação de Goiás são suspeitos de desvio de recursos de escolas para uso em jogos on-line de apostas, entre eles o chamado “Jogo do Tigrinho”. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), os casos foram descobertos por meio de uma investigação que ainda está sendo realizada pela corregedoria da pasta. Os servidores foram afastados.
Segundo a Seduc, atualmente há cerca de 15 processos administrativos em andamento, em fase de investigação. A assessoria da Secretaria afirmou que não será divulgado o número total de servidores envolvidos. Em nota, a pasta disse que as apurações “seguem rigorosamente os trâmites legais e administrativos previstos na legislação vigente” e que estão sob segredo de justiça.
Como os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela secretaria, não foi possível localizar as suas defesas. Já a Polícia Civil disse que não há como passar informações sobre a investigação sem a identificação dos servidores.
De acordo com a Seduc, os primeiros relatos sobre os desvios aconteceram há dois anos. Os servidores ocupavam cargos de gestão e de assessoria financeira nas escolas. Entre os envolvidos há tanto servidores efetivos quanto contratados. A secretaria não divulgou o valor total desviado, mas informou que os recursos foram repostos, para não prejudicar os alunos das unidades afetadas.
Em entrevista à TV Anhanguera, a secretária estadual de Educação, Fátima Gavioli, afirmou que as apurações identificaram que os servidores desenvolveram vício nesses jogos.
Segundo Gavioli, os desvios foram identificados em várias cidades, incluindo Goiânia, Pires do Rio e Itaberaí. “Nós temos casos espalhados pelo estado”, afirmou.


