O Governo de Goiás deu um passo estratégico na modernização da gestão ambiental, investindo R$ 1 milhão na estruturação de um sistema de inteligência climática. A iniciativa, lançada neste mês, trouxe novos boletins meteorológicos diários e mensais elaborados pelo Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (Cempa-Cerrado). A ação é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), e tem como objetivo ampliar a capacidade de análise e integração de dados climáticos no estado. Com isso, Goiás passa a contar com uma infraestrutura mais robusta de inteligência climática focada em monitoramento e previsão ambiental. Um dos principais avanços é a ampliação do horizonte das previsões. Além dos modelos de curto prazo, o sistema agora oferece análises sub-sazonais, com projeções de até quatro semanas, e sazonais, que podem alcançar até três meses. Esse tipo de previsão ainda é pouco comum em sistemas operacionais estaduais e representa um diferencial importante para antecipar cenários e reduzir riscos. Na prática, a nova ferramenta permite um planejamento mais eficiente em áreas diretamente impactadas pelo clima, como agricultura, energia e gestão de recursos hídricos. Também favorece a tomada de decisões estratégicas por parte do poder público e da iniciativa privada. Boletins mensais Outro destaque do projeto é o monitoramento da qualidade do ar. A previsão é que, a partir do terceiro mês de operação, sejam produzidos 92 boletins semanais, além de 240 boletins diários a partir do 12º mês. A medida supre uma lacuna na atualização dessas informações e fortalece políticas públicas voltadas à saúde e ao meio ambiente. Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, o investimento reforça a capacidade do estado de tomar decisões baseadas em dados qualificados. Ele destaca que setores estratégicos como infraestrutura, energia e recursos hídricos dependem diretamente das condições climáticas, o que torna essencial a precisão dessas informações. O diferencial técnico do Cempa-Cerrado está na personalização das previsões. De acordo com o meteorologista Angel Chovert, os modelos utilizados são ajustados às características do Centro-Oeste, combinando diferentes fontes de dados com análises especializadas. Isso garante maior precisão em relação a sistemas automatizados tradicionais. O centro atua como um núcleo de inteligência climática, focado não apenas em alertas imediatos, mas na projeção de cenários de médio e longo prazo. Entre os principais usuários estão produtores rurais, cooperativas, gestores públicos e instituições de pesquisa. A estrutura do Cempa-Cerrado reúne dados de satélites, radares e estações meteorológicas, integrados a modelos numéricos avançados da atmosfera. A iniciativa é fruto da colaboração entre a Universidade Federal de Goiás (UFG), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Governo de Goiás. O projeto faz parte do programa CLIMA+GO, que busca consolidar uma infraestrutura pública permanente de inteligência climática. A expectativa é aumentar a previsibilidade econômica, melhorar o planejamento territorial e ampliar a capacidade de resposta a eventos extremos, cada vez mais frequentes no cenário atual. O post Governo investe R$ 1 milhão em inteligência climática e lança previsões de até 3 meses foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.
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