O Banco de Leite Humano do Hospital Estadual da Mulher (Hemu) enfrenta um cenário de alerta: atualmente, o estoque gira em torno de 150 litros, enquanto o volume ideal para atender com segurança a demanda mensal seria de 300 litros. Com isso, a unidade tem priorizado os bebês mais vulneráveis, especialmente prematuros internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. Mesmo atendendo, em média, 200 bebês por mês, a quantidade disponível ainda não é suficiente para alcançar todos que precisam. Hoje, cerca de 50 doadoras estão ativas, número considerado abaixo do necessário para manter o abastecimento adequado. Segundo a coordenadora do Centro de Referência Estadual em Banco de Leite Humano, Renata Machado Leles, a participação de novas doadoras é fundamental para reverter esse cenário. “Estamos sempre precisando da doação de leite materno para os prematuros de UTI. Então, esta mãe doadora que esteja amamentando, que tenha o excesso de leite além da necessidade do seu filho e esteja saudável, pode entrar em contato com o Banco de Leite Humano do Hemu para fazermos o cadastro”, explica. Renata destaca ainda a praticidade do processo de doação. “Temos uma parceria com o Corpo de Bombeiros, que busca o leite congelado uma vez por semana na casa da doadora. Eles levam o frasco cheio e já deixam outro vazio para a semana seguinte. A mãe também pode enviar mensagem para facilitar esse contato”, completa. O atendimento pode ser feito pelo telefone (62) 3956-2921. Entre as mulheres que fazem a diferença está a doadora Naiara Coronel, que conheceu a iniciativa por meio das redes sociais e de amigas que atuam na área da saúde. Desde então, passou a contribuir regularmente com o banco de leite. “Tem sido uma experiência muito gratificante. Saber que posso contribuir com alimento e ajudar bebês que mesmo tão pequenos já enfrentam os desafios da vida. Isso é algo muito especial”, relata Naiara. Mãe do pequeno Xavier, de quatro meses, Naiara começou a doar quando o filho tinha cerca de um mês de vida. Ela também destaca o suporte recebido na unidade. “Recebi orientações da equipe do banco de leite sobre todo o processo de coleta e armazenamento. Além disso, eles disponibilizam cartilhas explicativas e, em caso de dúvidas, posso entrar em contato pelo WhatsApp, onde sempre recebo suporte”, afirma. A rotina de coleta também facilita a continuidade da doação. “Existe uma rota de coleta e as bombeiras passam na minha casa às quartas-feiras para buscar o leite”, conta. Para Naiara, o gesto vai além de uma ação solidária. “A doação de leite materno é um gesto de amor. Mesmo sendo algo simples, pode representar a chance de vida para muitos bebês e trazer esperança para muitas famílias. Poder fazer parte disso é algo que toca profundamente o coração”, conclui. O post Banco de Leite do Hemu entra em alerta e precisa de doações para atender bebês prematuros foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.
ACONTECE AGORA
- Homem é preso por vender combustível irregular em Senador Canedo
- Governo começa a devolver valores da ‘taxa do agro’
- Americanos querem ampliar produção de terras raras em Goiás em 60 vezes
- Goiás encerrou 2025 com R$ 7,21 bilhões em investimentos e avança 90% em relação ao ano anterior
- Em Goiânia, Zema diz que direita está unida: “PT é nosso inimigo em comum”
- Rodovias de Goiás avançam 68% em qualidade e impulsionam logística, aponta Fieg
- Fica 2026 abre edital de artes visuais com foco em artistas goianos
- Daniel Vilela lança programa de construção de pontes e bueiros para estradas vicinais do Estado


