Mencionado como um dos nomes cotados para a vice na chapa de Daniel Vilela (MDB) nas eleições de 2026, o líder ruralista e empresarial José Mário Schreiner (PSD) afirmou que o ocupante da vaga precisa complementar o perfil do titular e ter capacidade de dialogar com diferentes setores da sociedade. Ao mesmo tempo, reforçou que qualquer definição sobre candidaturas deve nascer de um projeto coletivo: “Ninguém é candidato de si mesmo”, declarou em entrevista à Rádio Líder, em Rio Verde, nesta sexta-feira (10). Presidente licenciado da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e do Conselho Deliberativo do Sebrae, Zé Mário sinalizou disposição para compor a chapa governista, mas condicionou qualquer decisão à construção de um consenso amplo dentro da base. Para ele, o vice-governador não pode ser uma figura meramente decorativa, e sim alguém capaz de “agregar e ajudar Daniel Vilela dentro de um projeto definido”, em sintonia com as metas de desenvolvimento de Goiás e com a manutenção de um “estado planejado”. Ao comentar os primeiros dias de Daniel à frente do Executivo estadual, após a desincompatibilização de Ronaldo Caiado (PSD) para disputar a Presidência da República, Schreiner avaliou que as medidas iniciais do governador demonstram continuidade e eficiência. Na sua visão, o planejamento e a boa gestão são essenciais para que o governo entregue resultados consistentes à população e aos setores produtivos, em especial ao agronegócio. “O planejamento é o que dá segurança para quem produz e para quem vive em Goiás. O projeto que estamos defendendo é maior do que nomes individuais; trata-se de um modelo de gestão que deu certo e precisa continuar avançando”, destacou Zé Mário ao Jornal da Líder, ao defender que a discussão sobre a vice seja conduzida com foco em resultados e não em projetos pessoais. Aliado e amigo de décadas de Ronaldo Caiado, Schreiner também ressaltou o legado do ex-governador, principalmente na área de segurança pública, transformada em vitrine do governo goiano e principal bandeira de Caiado em sua pré-candidatura ao Planalto. Segundo ele, a tranquilidade no campo e nas cidades, alcançada com investimentos e tolerância zero à criminalidade, é um dos maiores ativos políticos da base governista e deve ser preservada no próximo ciclo. As declarações de Zé Mário ocorrem em meio à intensa movimentação nos bastidores da política goiana. Com Daniel Vilela consolidado como nome da base para a reeleição, a escolha do vice se tornou o centro das articulações. Além do presidente licenciado da Faeg, outros nomes, como o ex-senador Luiz Carlos do Carmo e o ex-prefeito Gustavo Mendanha, também são lembrados nas conversas internas. A possibilidade de um representante do agronegócio ocupar a vice é vista por analistas como um movimento estratégico para selar o apoio da classe produtiva e ampliar a capilaridade da chapa no interior, dado o peso do setor na formação do PIB goiano. O próprio Zé Mário enfatizou essa visão ao destacar que o sistema Faeg está presente não apenas nos 246 municípios goianos, mas também nos mais de 600 distritos e povoados. A definição oficial do vice deve ficar para as convenções partidárias, seguindo o rito de diálogo que Zé Mário prega ao afirmar que candidaturas devem resultar do consenso político e programático, e não apenas da vontade individual de qualquer liderança. O post Vice deve dialogar com diferentes setores, defende Zé Mário foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.
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